ORIGENS
A Sfuap deve a sua fundação, em 23 de Outubro de 1889, a um grupo de residentes da Cova da
Piedade, na sua maioria operários corticeiros, de um modo geral imbuídos do espírito da época:
criar uma banda música.
No fundo, impulsionada, protegida mesmo, pelo vigoroso amor dos seus fundadores, a
colectividade surgiu, precisamente, quando as ideias liberais agitavam os homens de Almada,
sofrendo a sua benéfica influência.
Começou com a música, logo alargando a sua actividade ao teatro. Alguns anos mais tarde, face às inúmeras carências de instrução que afligiam a população, a SFUAP enveredou pela instrução
criando uma escola com aulas diurnas para crianças e nocturnas para adultos. Três semanas após
a cobertura da escola nas instalações da sede, as aulas já tinham uma frequência de 110 alunos.
A formação das colectividades de cultura e recreio representou, em relação ao movimento
associativo da época, um processo de especialização, procurando pelo recreio, convívio e
instrução, a elevação cívica das populações.
Foi a partir da experiência do movimento associativo, diversificado através do mutualismo,
cooperativismo, da cultura e do recreio, articulada entre nós com a crescente influência dos
movimentos sociais da Europa, que as classes trabalhadoras foram descobrindo a causa das
injustiças sociais e tomando conhecimento de que o modo de organização social e económica
do capitalismo era o seu inimigo principal, ao qual era necessário opor uma atitude colectiva de
resistência e de luta.
EVOLUÇÃO
A evolução da intervenção da SFUAP no meio em que se encontra inserida seguiu as fases que
caracterizaram o desenvolvimento do associativismo na região: a primeira, que vai até 1930,
caracterizada pelos princípios e ideias que presidiram à sua formação e que se desenvovem
no quadro da Republica implantada em 1910; a segunda, de 1930 a 1960. Que se caracteriza
pelas condições de restrições politicas impostas pelo regime fascista; a terceira, de 1960 a
1974, influenciada pelas transformações sócio-culturais do Conselho de Almada no quadro
da evolução capitalista; a quarta fase, a partir de 1974, projectou a SFUAP para um período de
desenvolvimento que continua, agora utilizando as liberdades conquistadas pelo povo e as suas
capacidades criativas.
Pelo caminho ficaram períodos de grandes vicissitudes e dificuldades, em particular na década de
60, caracterizada por perseguições e pressões desenvolvidas pela P.I.D.E, que dominou a gerência
da colectividade através de agentes seus. Data dessa época a destruição de ficheiros da história
da SFUAP, que praticamente desapareceu em forma escrita e que só perdura na tradição oral
dos mais velhos.
OBJECTIVOS
A SFUAP tem por fins promover e desenvolver actividades amadoras de carácter recreativo,
desportivo e cultural e a formação social dos seus sócios em especial e do povo em geral, com
vista ao desenvolvimento social e harmonioso da sua personalidade. A SFUAP tem, ainda, como
objectivo, colaborar no âmbito das suas actividades para a criação das condições expressas na
Constituição de 1976 e que visam a transformação da sociedade portuguesa.
A SFUAP, visando a cultura do povo como um todo e em especial das classes trabalhadoras, está
abertamente ao seu lado na luta pela sua emancipação e abolição das classes sociais.
FILIAÇÕES
Confederação das Colectividades de Cultura e Recreio;
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Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal;
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Federação Portuguesa de Natação;
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Federação Portuguesa de Ginástica;
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Federação Portuguesa de Judo;
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Federação Portuguesa de Aikido;
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Associação de Coros Amadores Área de Lisboa;
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Associação de Natação de Lisboa;
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Associação de Ginástica do Distrito de Setúbal;
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Associação de Judo de Setúbal;
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Associação Cultural de Aikido.
TITULOS HONORÍFICOS
CONDECORAÇÕES
1940 Ordem da Benemerência (Governo);
1956 Medalha de Instrução e Arte (Federação das
Colectividades Cultura Recreio de Desporto);
1985 Troféu Olímpico (Comité Olímpico Português);
1989 Medalha de Mérito Cultural (Secretaria de Estado da
Cultura);
1989 Medalha de Ouro da Cidade de Almada (Câmara
Municipal de Almada);
1989 Medalha de Bronze da Federação Portuguesa de
Natação (FPN);
1989 Troféu Mérito da Federação Portuguesa Campismo
(Federação Campismo e Montanhismo de Portugal);
2005 Medalha de Mérito Desportivo (Secretaria de Estado do
Desporto);
2006 Prémio de Mérito Desportivo “Personalidade do Ano” na
área do Aikido (Confederação do Desporto de Portugal).
OUTRAS DISTINÇÕES
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Homenagem, Mérito e Agradecimento (Federação Portuguesa das Colectividades de cultura e Recreio);
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Colectividade de Utilidade Publica (Publicada no Diário da Republica nº 258, II Série, de 08/11/1979);
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Sócio Honorário da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense;
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Sócio Honorário do Clube de Campismo do Concelho de Almada;
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Sócio Honorário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.
SÓCIOS HONORÁRIOS
São associados honorários os pessoas singulares ou colectivas que se distingam por serviços relevantes prestados à causa da actividade física, do desporto e da cultura.
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Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas
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Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio
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Clube Desportivo da Cova da Piedade
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Sociedade Filarmónica Incrível Almadense
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Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense
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Clube Campismo Concelho de Almada
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Fernando Lopes Graça